Donald Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin para a importação imediata de diesel da Rússia. A iniciativa prevê o envio inicial de mais de 300 mil toneladas aos mercados dos Estados Unidos e global, segundo informações divulgadas pelo próprio presidente americano em sua rede social.
O cronograma inclui outras 500 mil toneladas em novembro e, depois, um carregamento de um milhão de toneladas. Também existe a possibilidade de entrega adicional de três milhões de toneladas, condicionada a uma avaliação técnica sobre a capacidade atual das refinarias russas.
A medida foi apresentada como forma de reduzir os preços dos combustíveis para agricultores e caminhoneiros americanos antes das eleições legislativas de novembro. O anúncio, porém, provocou críticas de senadores republicanos e do governo da Ucrânia.
Mudança em relação a políticas anteriores
Os críticos apontam uma mudança na postura de Trump em relação à energia russa. No ano passado, o presidente aplicou taxas de até 50% contra a Índia para pressionar o país a interromper a compra de petróleo da Rússia. Há apenas um mês, ele também sancionou uma lei aprovada pelo Congresso que previa tarifas de até 100% contra países que comprassem energia de Moscou.
O acordo atual prevê a suspensão das sanções sobre o setor energético russo para atender ao mercado interno americano. Um grupo de sete senadores republicanos afirmou que a medida é ilegal e lembrou que o Congresso proibiu importações de energia russa em 2022.
Mike Pence criticou a decisão e disse que ela favorece a capacidade russa de manter o conflito. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Trump de romper a confiança entre os países. Em resposta, Trump afirmou publicamente que a Ucrânia deveria realizar novas eleições para trocar sua liderança.
Especialistas em ciências militares avaliam que a iniciativa pode estar mais ligada à manutenção da base política de Trump do que a uma solução econômica garantida. O preço do diesel é definido pelo mercado internacional e sofre influência de conflitos como o do Estreito de Ormuz. A Europa também continua comprando energia russa, acumulando gastos bilionários desde o início da guerra.







