NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a ONU nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral, e acusou a organização de servir como plataforma para burocratas globalistas promoverem agendas radicais de esquerda sem votos populares. Ele também reafirmou a soberania americana e apresentou posições sobre conflitos internacionais, economia e controle das fronteiras.
Trump afirmou que a ONU tem grande potencial, mas disse que os Estados Unidos não aceitarão impostos globais. Como exemplo, citou a tentativa da Organização Marítima Internacional de criar um imposto sobre o carbono, medida que, segundo ele, elevaria os custos de transporte em todo o mundo.
O presidente também criticou o Tribunal Penal Internacional, que chamou de maligno. Trump afirmou que o órgão não tem autoridade sobre militares americanos.
Sobre o Irã, disse estar diante de uma decisão entre ajudar o país a se reconstruir por meio de um novo acordo ou aniquilar o regime para impedir ataques nucleares e violência. Ele declarou acreditar que um entendimento ocorrerá após as eleições de novembro.
Em relação à Ucrânia, Trump afirmou buscar o fim das mortes e da guerra com a Rússia. Também mencionou uma nova lei que lhe dá poderes para aplicar tarifas econômicas severas como instrumento de pressão. Para ele, é urgente interromper o massacre de milhares de pessoas que ocorre mensalmente.
Venezuela, Cuba e outros temas
Trump disse que, em janeiro, ordenou uma operação militar de grande porte em Caracas para prender Nicolás Maduro dentro de uma base fortificada. De acordo com o presidente, a ação libertou centenas de presos políticos.
Sobre Cuba, descreveu o regime comunista como um Estado fracassado sob forte pressão e afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, lidera as negociações. Trump acusou o governo cubano de financiar e coordenar grupos radicais e subversivos nos Estados Unidos por décadas.
O presidente anunciou ainda um acordo estratégico com a Dinamarca para garantir o controle permanente da segurança na Groenlândia. Também criticou o México por não controlar os cartéis de drogas na fronteira, rejeitou um controle global da Inteligência Artificial e propôs chamar a tecnologia de Super Inteligência. Ao final, acusou o Conselho de Direitos Humanos de ignorar a perseguição mundial contra os cristãos.








