O líder do Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales, Zack Polanski, foi impedido de entrar em Israel após a legenda aprovar uma resolução que classifica o sionismo como uma forma de racismo. A moção foi aprovada no domingo (4), por 1.022 votos a favor e 813 contrários.
A medida define o partido como antissionista e estabelece que o sionismo deve ser tratado como qualquer outra forma de racismo. O texto também apoia a criação de um Estado palestino democrático único em toda a Palestina histórica, com Jerusalém como capital.
Reação de Israel
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a resolução é antissemita segundo a definição da IHRA, a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Para a chancelaria, o texto nega ao povo judeu o direito à autodeterminação.
“Portanto, como primeira medida, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, decidiu declarar o líder do Partido Verde, Zack Polanski, impedido de entrar em Israel”, informou o ministério.
Polanski não participou da votação. Ele fazia campanha para a eleição suplementar que escolherá o representante do distrito de Holborn e St. Pancras no Parlamento britânico, em uma cadeira anteriormente ocupada pelo ex-premiê trabalhista Keir Starmer. A votação será realizada na quinta-feira (8).
Vivien Lichtenstein, líder dos judeus do Partido Verde, disse à BBC Radio 4 que avalia deixar a legenda. Ela afirmou que pessoas não judias também consideram sair por entenderem que a moção ultrapassou um limite e por receio de impactos profissionais.
O Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales tem atualmente cinco das 650 cadeiras na Câmara dos Comuns. Uma pesquisa recente apontou 11% das intenções de voto para a próxima eleição geral, prevista para 2029.








