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Israel fecha consulado britânico em Jerusalém após sanções do Reino Unido

Gideon Sa'ar também proibiu a entrada de 12 cidadãos britânicos e retirou representantes do Reino Unido de órgão que coordena ajuda a Gaza.

Israel fecha consulado britânico em Jerusalém após sanções do Reino Unido

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, anunciou nesta terça-feira (8) o fechamento do consulado britânico em Jerusalém. A medida foi tomada após o Reino Unido proibir o comércio de bens e serviços com assentamentos israelenses na Cisjordânia e anunciar sanções a países que mantenham esse tipo de relação.

Criado em 1838, antes da fundação do Estado de Israel, o consulado britânico em Jerusalém Oriental funciona sob um regime especial. Espanha e outros cinco países europeus também mantêm consulados nesse sistema.

Israel ainda proibiu a entrada de 12 cidadãos do Reino Unido. Entre eles estão o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn, Zarah Sultana, líderes do grupo de esquerda Your Party, outros dez deputados do Parlamento britânico e o advogado Fahad Ansari, que representou o Hamas em um caso judicial no Reino Unido.

Como parte das medidas, o governo israelense retirará representantes britânicos do Centro de Coordenação Cívico-Militar para Gaza (CMCC). Criado em outubro de 2025, o órgão multinacional monitora o cessar-fogo e coordena a ajuda humanitária no enclave palestino. Israel também proibiu autoridades europeias de treinar as forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia.

Sa'ar afirmou que a decisão britânica representa uma interferência no processo eleitoral de Israel, em razão das eleições legislativas previstas para outubro. “O povo judeu tem direito a viver em toda a terra de Israel”, declarou o ministro.

O chanceler israelense também acusou o governo liderado por Andy Burnham de adotar uma retórica anti-israelense que teria contribuído para o aumento dos ataques antissemitas. “Vocês não têm nenhuma chance de sucesso”, disse Sa'ar ao governo trabalhista e a outros governos que, segundo ele, tentam pressionar Israel.

Além do Reino Unido, 11 países europeus e o Canadá anunciaram a intenção de restringir o comércio com os assentamentos israelenses. Os governos citaram preocupação com a deterioração da situação na Cisjordânia e defenderam que a medida contribui para preservar a solução de dois Estados.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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