São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Política

Anvisa autoriza Niktimvo para doença crônica após transplante

Medicamento é indicado a pacientes adultos e pediátricos com falha em pelo menos 2 tratamentos sistêmicos anteriores.

Anvisa autoriza Niktimvo para doença crônica após transplante

A Anvisa aprovou o registro do Niktimvo (axatilimabe), medicamento destinado ao tratamento da doença crônica do enxerto contra o hospedeiro. A autorização foi publicada em 5 de outubro de 2026.

O remédio é um anticorpo monoclonal indicado para adultos e pacientes pediátricos com peso igual ou superior a 40 kg. O uso é destinado a pessoas que não responderam a pelo menos 2 tratamentos sistêmicos anteriores.

Complicação após transplante

A doença do enxerto contra o hospedeiro pode ocorrer após um transplante de medula óssea. Na forma crônica, costuma aparecer a partir de cerca de 100 dias depois do procedimento.

A reação acontece quando os linfócitos T do doador identificam como estranhos os tecidos da pessoa que recebeu o transplante e passam a atacá-los. Diferentes órgãos podem ser atingidos, com impacto na qualidade de vida.

A Anvisa afirma que a doença está associada a elevada morbidade, comprometimento da qualidade de vida e aumento da mortalidade. Para pacientes que não respondem a várias linhas de tratamento, as opções terapêuticas são limitadas.

Dados do estudo

A aprovação considerou os resultados de um estudo clínico que avaliou diferentes doses do medicamento. De acordo com a Anvisa, a administração de 0,3 mg/kg a cada duas semanas apresentou a melhor relação entre benefícios e riscos.

Nos primeiros 6 ciclos, 73,8% dos pacientes tiveram resposta global ao tratamento, conforme os dados considerados pela agência.

A autorização vale especificamente para pessoas com doença crônica do enxerto contra o hospedeiro que tenham apresentado falha a pelo menos duas linhas anteriores de terapia sistêmica. A indicação inclui adultos e pacientes pediátricos com 40 kg ou mais.

A Anvisa considera a condição rara, grave e debilitante e afirma que a falta de alternativas para pacientes que não respondem aos tratamentos anteriores representa uma necessidade médica ainda não atendida.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5