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Artrose pode doer mais no frio, aponta análise de 14 estudos

Revisão relacionou temperaturas baixas ao aumento do desconforto articular e indicou atividade física e aquecimento como medidas de cuidado.

Artrose pode doer mais no frio, aponta análise de 14 estudos

Pessoas com artrose podem sentir mais dor ou desconforto nas articulações quando as temperaturas caem. Uma revisão científica publicada na revista Annals of Medicine relacionou o frio ao aumento dos sintomas e reuniu 14 artigos sobre a influência das condições climáticas na doença.

Em 13 estudos, os pesquisadores identificaram associação entre temperaturas mais baixas e piora da dor ou do desconforto articular. A osteoartrite é uma doença crônica marcada pelo desgaste das articulações. Ela pode causar dor, rigidez e, em estágios avançados, limitar os movimentos.

Possíveis explicações

Não há consenso sobre o motivo dessa relação. Uma das hipóteses é que tendões e músculos ao redor das articulações, que são estruturas elásticas, fiquem mais contraídos com o frio. A queda da temperatura também pode provocar vasoconstrição, reduzindo a circulação, e deixar mais espesso o líquido sinovial, responsável pela lubrificação das articulações.

José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, afirmou que a queixa aparece na prática clínica, sobretudo quando há mudanças bruscas de temperatura ou aumento da umidade. Segundo ele, o desconforto não indica necessariamente agravamento da doença nem falha no tratamento.

A redução da atividade física durante o frio também pode contribuir para o aumento da rigidez e da dor, de acordo com a reumatologista Flávia Alexandra Guerrero, do Einstein Hospital Israelita. Para reduzir esses efeitos, os médicos recomendam manter-se ativo, mesmo com exercícios de menor intensidade, e fazer alongamentos diariamente.

Cuidados durante os exercícios

A orientação inclui respeitar os próprios limites, buscar acompanhamento de um profissional de educação física, usar roupas adequadas e aquecer o corpo antes da atividade. Guerrero também recomenda elevar a intensidade dos exercícios gradualmente, manter uma boa hidratação e evitar ficar por longos períodos na mesma posição.

Algumas pessoas podem precisar de fisioterapia ou analgésicos, mas o tratamento deve ser orientado por um médico. Dor persistente ou intensa, acompanhada de inchaço, calor local, febre ou limitação das atividades diárias, exige avaliação médica e pode indicar outras condições.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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