O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, enfrenta três crises territoriais nos dois primeiros meses de mandato. O governo trabalhista é pressionado por movimentos de independência dentro do país, pela Argentina na disputa pelas Ilhas Malvinas e por controvérsias sobre a soberania do arquipélago de Chagos.
Líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte assinaram um documento pedindo referendos de independência. Se as consultas forem realizadas e a separação for aprovada, o Reino Unido seria dissolvido, permanecendo apenas a Inglaterra no bloco.
O movimento separatista é associado por analistas a questões econômicas. As regiões teriam sido prejudicadas pelo Brexit e avaliam que, como países independentes, poderiam retornar ao mercado europeu.
Malvinas e Chagos
A disputa entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas ganhou força depois que o presidente argentino, Javier Milei, anunciou sanções contra empresas que exploram recursos na região. Ele também planeja construir uma base naval na Terra do Fogo para ampliar a pressão militar.
A postura argentina foi acompanhada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu reavaliar a neutralidade americana no conflito. O movimento poderia dar à Argentina uma vantagem política e diplomática.
Trump também criticou o plano de transferir o arquipélago de Chagos para as Ilhas Maurício. Ele afirmou que a medida colocaria em risco uma base militar estratégica. Além disso, defendeu publicamente a reunificação da Irlanda, o que alimenta o sentimento separatista na Irlanda do Norte.
Risco político
Analistas de relações internacionais avaliam que a continuidade do mandato de Burnham está mais em jogo do que a integridade imediata do território britânico. As crises podem limitar a capacidade do primeiro-ministro de implementar reformas econômicas.
A avaliação é que o avanço dos movimentos separatistas ou o aumento da pressão internacional pode fortalecer a percepção de fragilidade do governo e tornar insustentável a permanência de Burnham no cargo, em um contexto de alta rotatividade de primeiros-ministros nos últimos anos.







