BRASÍLIA — A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai apresentar nesta 5ª feira (15.out.2026) um relatório a observadores internacionais credenciados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre supostas interferências de plataformas digitais no 2º turno da eleição presidencial. A Meta é o principal alvo das acusações. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também foi convidada.
O anúncio foi feito nesta 4ª feira (14.out) por Camilo Santana, líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, durante entrevista no comitê eleitoral, no Lago Sul. Ele estava acompanhado de Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT.
Segundo Camilo, a campanha pretende levar a queixa à OEA e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A iniciativa, afirmou, partiu de Lula.
Acusações contra a Meta
A campanha citou exemplos relacionados à inteligência artificial da Meta no WhatsApp. Ao solicitar uma bandeira de Lula (13), a ferramenta não a exibiria e mostraria a de Flávio Bolsonaro (22). Na busca por “Exército do Lula”, sugeriria a página da “tropa do Flávio”.
Camilo também afirmou que o perfil de Lula ficou por horas sem o botão de repostar e apresentou falhas nos Stories. Segundo ele, o site da campanha recebeu mais de 2.500 relatos de cidadãos em 3 dias. A campanha diz mover mais de 90 ações no tribunal sobre redes sociais.
A principal ação acusa a Meta de restringir o alcance das publicações de Lula e de não remover contas automatizadas que atacam o presidente. A empresa nega as acusações e afirma cumprir as normas eleitorais.
No sábado (10.out), o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a Meta apresentar esclarecimentos técnicos. Camilo pediu que o TSE “endureça a posição” em relação à empresa.
O 2º turno será em 25 de outubro. Éden afirmou: “O que a gente quer é eleições limpas e justas”.







