A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não encontrou desinformação nas mensagens publicadas pelo canal “Exército do Lula” desde 2 de outubro. Mesmo assim, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o acompanhamento das publicações pela Assessoria de Enfrentamento à Desinformação.
A decisão, tomada em 13.out.2026, condiciona a continuidade do canal no WhatsApp à comunicação, pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que o grupo integra sua propaganda oficial. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Eventual uso irregular poderá levar à responsabilização da coligação e do próprio presidente Lula. Nunes Marques também marcou uma reunião para a tarde de 13.out.2026 com as equipes jurídicas das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).
Impasse no tribunal
O caso gerou decisões diferentes no TSE ao longo do fim de semana. Nunes Marques havia ordenado a suspensão do grupo no domingo (11.out.2026), mas o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e criticou a atuação do presidente da Corte.
Além do canal no WhatsApp, Nunes Marques interrompeu três julgamentos no plenário virtual. Nesses processos, a maioria dos ministros, por 5 a 1, votava pela remoção de vídeos favoráveis a Flávio Bolsonaro que associavam Lula a facções criminosas. Após o pedido de destaque, os casos serão analisados presencialmente pelo plenário do TSE.








