BRASÍLIA — A defesa da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu em um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informações sobre a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos na embaixada americana em Brasília.
O governo dos EUA informou que a medida foi tomada por “preocupações de segurança”, mas não apresentou os motivos específicos. Para os advogados de Lula, a decisão ocorreu no contexto de uma suposta interferência americana nas eleições brasileiras.
No pedido enviado ao ministro Sebastião Reis Júnior, do TSE, a coligação afirmou que a suspensão representa um gesto diplomático de grande alcance durante o período eleitoral e pediu que a repercussão da medida sobre o pleito seja considerada no processo.
Ação contra Flávio Bolsonaro
Na semana passada, a campanha de Lula solicitou ao TSE a cassação do registro de candidatura do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que concorre à Presidência. A acusação é de que ele teria atuado junto à Casa Branca para influenciar o resultado da disputa contra Lula.
A ação de investigação judicial eleitoral acusa Flávio Bolsonaro de abuso de poder econômico, político e dos meios de comunicação. Se houver condenação, a candidatura poderá ser cassada. Caso ele vença a eleição, o mandato também poderá ser cassado, com inelegibilidade por 8 anos.
O PT também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre a suposta “interferência estrangeira” dos EUA na eleição. A legenda citou as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e a participação de empresários brasileiros próximos de políticos americanos na campanha de Flávio Bolsonaro.
O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino em um processo que trata do direito de municípios processarem mineradoras no exterior. Dino ainda não decidiu sobre a solicitação no STF.








