CHINA — A China estabeleceu metas de eficiência energética para 2030 que incluem consumo médio de 3,3 litros por 100 km nos carros de passageiros e de 11,5 kWh por 100 km nos veículos elétricos de passageiros.
O plano de desenvolvimento para a indústria de veículos de nova energia inteligentes e conectados também prevê que esses modelos correspondam a 70% das vendas de novos carros de passageiros até 2030. Para os veículos comerciais, a meta é alcançar 40% das vendas nos próximos 5 anos.
A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis informou que, nos 8 primeiros meses de 2026, os veículos de nova energia representaram 58,6% das vendas de novos carros de passageiros e 33,9% das vendas de novos veículos comerciais. Em agosto, as participações foram de 68% e 49,3%, respectivamente.
A eficiência dos carros elétricos é um dos principais desafios do plano. Um relatório do Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China apontou média de 15,8 kWh por 100 km para os modelos avaliados em 2025, conforme o padrão WLTC (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Cycle). O documento também informa que 87 fabricantes nacionais já haviam atingido, em 2025, a meta de consumo de combustível.
Miao Wei, ex-ministro do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, defendeu em outubro de 2025 que a inovação tecnológica seja priorizada para melhorar o desempenho energético, em vez do uso de baterias maiores.
O roteiro foi publicado por 9 órgãos governamentais, incluindo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Até 2030, o governo quer implementar produtos de direção automatizada de alto nível em rodovias e vias urbanas.
Guo Shougang, chefe do departamento de indústria de equipamentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, afirmou que haverá reforço na definição de padrões e na supervisão de segurança para programas-piloto de direção autônoma.
Na expansão internacional, o plano prevê ações para melhorar a reputação das marcas chinesas e ampliar sua participação na coordenação de regulamentações globais. Cao Wen, funcionário do Ministério do Comércio, disse que as autoridades vão aperfeiçoar os serviços de expansão internacional e conformidade regulatória, além de proteger os interesses das montadoras chinesas no exterior.








