A desconfiança no Supremo Tribunal Federal atingiu 48% dos eleitores, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2012, segundo pesquisa Datafolha divulgada na 6ª feira (18.set.2026).
O resultado é inédito na comparação com outras instituições. Pela primeira vez, o índice de eleitores que dizem não confiar no STF supera os percentuais relativos à Presidência, de 42%, ao Congresso, de 45%, e aos partidos políticos, também de 45%.
Na avaliação sobre a Corte, 35% afirmaram confiar um pouco e 14% disseram confiar muito. A pergunta apresentada aos entrevistados foi se eles confiavam muito, confiavam um pouco ou não confiavam no STF.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, entre 15 e 17 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-04029/2026.
Comparação com março
Em março, 43% dos entrevistados declaravam não confiar no STF. Naquele período, 38% diziam confiar um pouco e 16% afirmavam confiar muito.
A pesquisa foi divulgada em meio a investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que atingiram os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Na 3ª feira (15.set), o plenário do STF discutiu se abriria uma investigação contra Alexandre de Moraes por conversas suspeitas com Vorcaro. O mérito não foi analisado. Durante a sessão, houve bate-boca e troca de ofensas entre ministros. Flávio Dino pediu vista, interrompendo o debate por até 90 dias.








