São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Política

China anuncia rede internacional de satélites para monitorar o espaço cislunar

Programa terá 30 CubeSats, será aberto a instituições de vários países e prevê lançamentos antes de 2030.

China anuncia rede internacional de satélites para monitorar o espaço cislunar

A China anunciou um programa internacional para criar uma constelação de satélites na região entre a Terra e a Lua. A iniciativa pretende ampliar o acompanhamento sistemático do espaço cislunar e reduzir lacunas no monitoramento da área.

Chamado de Programa de Constelação Cislunar de CubeSat (C3), o projeto será aberto a cientistas e instituições de todo o mundo. Países em desenvolvimento poderão participar de missões de exploração do espaço profundo. O anúncio ocorreu durante a Conferência Internacional de Exploração do Espaço Profundo de 2026, em Hefei, capital de Anhui, no leste da China.

Satélites e objetivos

A região cislunar compreende o espaço entre as órbitas baixas da Terra e uma distância de cerca de 2 milhões de quilômetros do planeta. O local é considerado relevante para futuras missões lunares tripuladas e para a instalação de estações de pesquisa na Lua.

Hu Zhaobin, vice-presidente da Associação Internacional de Exploração do Espaço Profundo (IDSEA), afirmou que a rede terá 30 satélites CubeSat, com peso máximo de 30 kg cada. Os equipamentos deverão observar o ambiente espacial e identificar explosões de raios gama. O lançamento e a implantação estão planejados para ocorrer antes de 2030.

A operação coordenada de vários satélites e pontos de observação deverá permitir o acompanhamento da evolução de eventos meteorológicos espaciais e aumentar a precisão das análises sobre explosões de raios gama. “Esperamos trabalhar com parceiros ao redor do mundo para expandir os limites do conhecimento humano sobre o espaço profundo”, disse Hu.

O projeto foi criado pelo Laboratório de Exploração do Espaço Profundo (DSEL) e pela IDSEA, com apoio da Organização de Cooperação Espacial Ásia-Pacífico. A proposta inclui capacitação técnica e a definição de padrões comuns de interface para facilitar a participação de países em desenvolvimento.

Instituições de pesquisa da Tailândia, Sérvia, Egito, Senegal e Indonésia já aderiram. A primeira etapa da engenharia começou com estudos sobre os satélites, as cargas úteis, os sistemas de rastreamento e controle e outros componentes.

O DSEL começou a funcionar em fevereiro de 2022 e firmou acordos com mais de 60 instituições internacionais de pesquisa. Em julho de 2025, o laboratório e outras entidades apresentaram a proposta de criação da IDSEA, uma organização acadêmica internacional sediada na China e voltada à exploração do espaço profundo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5