MADRI — O condomínio onde vive Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fica em La Moraleja, bairro de alto padrão nos arredores de Madri. O complexo tem jardins, piscinas, spa, academia, coworking, espaço infantil e uma tirolesa de 30 metros.
O residencial é formado por 13 edifícios baixos, divididos em três blocos, com 262 apartamentos. As áreas verdes somam 39 mil m². O condomínio também tem uma piscina com borda infinita e salva-vidas, além de outras três piscinas, segundo anúncios imobiliários.
A estrutura de lazer inclui sauna, aquários de vidro usados como coworking ou espaço kids, três tobogãs e uma área externa para crianças. O bairro conta ainda com clube de golfe, hípica e colégios internacionais. Mansões de Vini Jr. e Rodrygo, jogadores do Real Madrid, também ficam na região.
Um apartamento visitado no complexo, que a defesa afirma não ser o de Fábio Luís, tem 240 m², quatro quartos, quatro banheiros, duas vagas de garagem, cozinha com ilha e varanda voltada para a piscina. Há unidades com cinco quartos e opções menores.
O aluguel, com condomínio e impostos, custa 5.500 euros por mês, o equivalente a R$ 32 mil. Para entrar, a imobiliária exige três meses adiantados, totalizando 22 mil euros à vista, ou R$ 130 mil. Na Espanha, o inquilino costuma precisar comprovar renda de até três vezes o valor do aluguel.
A defesa afirma que Fábio Luís paga a moradia com rendimentos do próprio trabalho. O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que ele vive em condições dignas, sem luxos, enquanto cria e educa os filhos na Espanha. Fábio Luís não se pronunciou.
Ele é investigado em três inquéritos da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a elementos encontrados na apuração de possíveis desvios em aposentadorias e pensões do INSS. A defesa nega ilegalidades, e Lula afirma que o filho será investigado caso esteja envolvido.
Fábio Luís se mudou para a Espanha com a mulher e os dois filhos em 2025. Em janeiro deste ano, abriu a empresa Synapta, que permanece inativa e tem o empresário como único funcionário. A companhia declara atividades genéricas de tecnologia. Em março, transferiu o endereço social para um coworking, após retirar um escritório de advocacia local da função de representante legal.








