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Política

Investigação relaciona contrato de Wi-Fi em São Paulo à produção de filme sobre Bolsonaro

Documento divulgado por decisão de Flávio Dino aponta suspeitas sobre o uso de recursos do programa WiFi Livre SP na cinebiografia.

Investigação relaciona contrato de Wi-Fi em São Paulo à produção de filme sobre Bolsonaro

O contrato do programa WiFi Livre SP, com valor total de R$ 108 milhões, é um dos principais pontos da investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Um relatório afirma que recursos destinados à instalação de pontos de internet em áreas públicas podem ter sido usados no filme.

O documento foi tornado público neste domingo (13.set.2026), após decisão de Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal. A determinação retirou o sigilo do material apreendido na apuração sobre a Go Up Entertainment, produtora do longa.

Valores sob análise

O relatório aponta diferença entre os valores pagos pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karina Gama, e os cobrados pela Prodam, empresa pública municipal de tecnologia. O instituto recebia R$ 1.800 por ponto instalado. Para um serviço idêntico, a Prodam cobra R$ 230 de implantação e R$ 306 de manutenção mensal.

A Polícia Civil afirma que “há consistentes suspeitas de confusão patrimonial” e de desvio de recursos públicos do WiFi Livre SP para custear a produção do filme. O documento também indica que recursos milionários teriam sido distribuídos por meio de subcontratações com empresas parceiras.

O contrato foi firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB. Karina Gama preside o instituto, que recebeu recursos de emendas parlamentares e celebrou contratos com o poder público. Ela também é sócia da Go Up Entertainment.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Karina Gama afirmou que ela não praticou ilícito e que continuará colaborando com as autoridades. “Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos”, declarou.

A defesa também disse considerar positiva a retirada do sigilo e afirmou que mais de 20 mil páginas de documentos foram apresentadas voluntariamente. Segundo a nota, os contratos, pagamentos e demais circunstâncias devem ser examinados tecnicamente e dentro da legalidade.

A operação da Polícia Civil foi deflagrada em 1º de junho. Na ocasião, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) informou que colaborava com as autoridades e que a contratação seguira os princípios de legalidade, transparência e economicidade.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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