São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Política

Críticas de políticos marcam decisão sobre permanência de Gonet no caso Master

Adriana Ventura chamou a sessão do CSMPF de “ultrajante e corporativista”; pedido de investigação foi rejeitado por maioria.

Críticas de políticos marcam decisão sobre permanência de Gonet no caso Master

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) classificou como “ultrajante e corporativista” a sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que manteve Paulo Gonet no caso Master e rejeitou um pedido de investigação sobre sua atuação.

Integrante da bancada do Novo, Ventura assinou o ofício que levou o tema ao julgamento. Ao criticar a decisão, questionou a possibilidade de Gonet atuar como acusador no caso enquanto é alvo de questionamentos sobre sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O CSMPF entendeu, por unanimidade, que não tem competência para declarar o impedimento ou a suspeição do procurador-geral da República. A solicitação de investigação também foi recusada, mas houve divergência: 4 dos 9 presentes defendiam uma apuração preliminar conduzida por outro subprocurador. O relator, Francisco de Assis Sanseverino, votou contra qualquer medida e saiu vencedor.

Gonet preside o conselho, mas não participou da sessão por ser parte interessada. A presidência ficou com o subprocurador Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino.

Reações ao julgamento

O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido para afastar Gonet cautelarmente do caso. Depois da votação, afirmou que a competência para afastar o procurador-geral é do Senado e criticou o presidente da Casa, Alcolumbre, por enterrar uma CPMI e pedidos de impeachment.

Viana também disse que a declaração de Gonet sobre não ter proximidade com Vorcaro não corresponde à foto dos dois. O julgamento ocorreu depois da divulgação da imagem.

A professora de Direito Penal da USP e vereadora paulistana Janaína Paschoal (PP) apontou incompatibilidade entre manifestações de conselheiros e o resultado. Para ela, se Gonet não poderia ter pedido o arquivamento ou alegado a nulidade de um pedido de investigação sobre si próprio, deveria ser afastado e investigado.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) chamou a decisão de “vergonha inaceitável” e afirmou que houve blindagem do procurador-geral no caso Master.

A decisão ocorreu no mesmo período de uma liminar do ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça para retirar do ar mais de mil publicações sobre uma notícia falsa envolvendo Flávio Bolsonaro (PL). Em 15 de setembro de 2026, Mendonça havia sido confrontado por Gilmar Mendes durante uma sessão relacionada ao caso. Até o momento, Gilmar não se posicionou sobre o julgamento do CSMPF.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5