BRASÍLIA — O governo do Distrito Federal tenta obter R$ 6,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para reforçar o capital do BRB (Banco de Brasília). Em outra frente, acionou o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para buscar uma garantia da União à operação.
No mesmo contexto, o governo distrital pediu ao ministro André Mendonça o rastreamento, o bloqueio e a devolução ao BRB de R$ 12,2 bilhões transferidos ao Banco Master. Os recursos foram repassados na compra de carteiras de crédito investigadas por fraude.
O requerimento chegou ao STF em 25 de agosto e passou a ser conhecido depois que parte dos documentos das investigações deixou de ser sigilosa. A solicitação inclui a identificação do caminho percorrido pelo dinheiro, o bloqueio dos valores localizados e o depósito em uma conta da Justiça antes da devolução ao banco estatal.
Operações sob investigação
As transações entre os 2 bancos estão no centro das apurações sobre o Banco Master. Algumas carteiras compradas pelo BRB foram trocadas posteriormente por outros ativos, após questionamentos relacionados aos créditos negociados.
O governo do Distrito Federal afirma que os R$ 12,2 bilhões seriam “produtos de crimes praticados em desfavor do BRB”. Também argumenta que a troca das carteiras por ativos do Master não impede a recuperação dos valores.
A petição menciona acordos internacionais voltados ao combate ao crime organizado, à corrupção e à lavagem de dinheiro, incluindo as convenções de Palermo e de Mérida.
Embora o governo distrital trate o BRB como vítima das operações, a Polícia Federal investiga a participação de integrantes da antiga cúpula do banco estatal nos negócios com o Master. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está entre os investigados.








