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Política

Ultraprocessados e industrializados não são a mesma coisa

Nutricionista explica como o processamento modifica os alimentos e indica sinais de produtos ultraprocessados nos rótulos.

Ultraprocessados e industrializados não são a mesma coisa

Alimentos industrializados não são necessariamente ultraprocessados. A diferença está no grau e no objetivo do processamento, conforme a Classificação Nova, que organiza os alimentos em quatro grupos.

Nadine Marques, nutricionista, doutora em Saúde Pública e pesquisadora da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, explica que os alimentos podem ser consumidos praticamente como são encontrados na natureza ou passar por diferentes níveis de transformação.

Industrialização e processamento

Arroz que foi limpo, seco e descascado é um exemplo de alimento que passou por processamento mínimo. O leite usado na produção de queijo também pode receber fermento lácteo, enzimas coagulantes e sal. Nesse caso, a técnica modifica textura, aparência e sabor, além de aumentar a durabilidade.

Esses procedimentos são formas de industrialização e não eliminam a possibilidade de identificar o alimento que deu origem ao produto. Segundo Nadine, o processamento pode tornar os alimentos mais seguros, acessíveis e diversos.

Os ultraprocessados, por outro lado, são produzidos a partir de partes de alimentos, como farinhas de cereais, óleos vegetais e proteínas isoladas de grãos. A essas substâncias são adicionados ingredientes e aditivos para criar cor, sabor, espessura e textura. O resultado descaracteriza os alimentos originais e, em geral, não pode ser reproduzido em cozinhas comuns.

Não há ultraprocessado “do bem”

A nutricionista afirma que não existe ultraprocessado saudável apenas por apresentar uma composição nutricional menos desfavorável. A análise também deve considerar o modo de produção, o uso de aditivos e o armazenamento prolongado em embalagens plásticas.

Estudos citados por Nadine relacionam o consumo crescente desses produtos ao desenvolvimento de obesidade, doenças do coração, diabetes, alguns tipos de câncer e problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Como identificar

A orientação é não avaliar o produto apenas pelas informações destacadas na frente da embalagem. A lista de ingredientes deve ser consultada. Quando ela é extensa, começa com partes de alimentos ou ingredientes culinários, como amido, óleo e açúcar, e inclui muitas substâncias com funções de aromatizante, realçador de sabor, corante, espessante ou emulsificante, há grande chance de se tratar de um ultraprocessado.

A recomendação do Guia Alimentar é evitar esse tipo de alimento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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