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Política

Dino libera investigação sobre Instituto Conhecer Brasil; defesa diz não temer transparência

Advogados afirmam que Karina Gama apresentou mais de 20 mil páginas e nega ter cometido qualquer ilícito.

Dino libera investigação sobre Instituto Conhecer Brasil; defesa diz não temer transparência

A defesa de Karina Gama afirmou que a divulgação dos elementos de uma investigação envolvendo o Instituto Conhecer Brasil permitirá a análise técnica de documentos, contratos e pagamentos. Em nota divulgada neste domingo (13.set.2026), os advogados disseram que Gama não se opõe à retirada do sigilo determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

Dino ordenou a liberação dos materiais produzidos pela Polícia Civil de São Paulo e determinou o compartilhamento das informações com a Polícia Federal. A investigação envolve o Instituto Conhecer Brasil, do qual Gama é dona, e um contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet gratuita.

A defesa declarou que Gama já entregou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentos e “não teme transparência”. Também afirmou que a empresária sustenta que não praticou qualquer ilícito.

Investigação sobre recursos

A apuração passou a ser relacionada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro produzida pela Go Up Entertainment, empresa de Gama. Há suspeitas sobre movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas à produtora e possíveis desvios de recursos públicos.

A investigação federal também examina a destinação de emendas parlamentares para entidades ligadas à empresária. O deputado federal Mário Frias é um dos investigados. Segundo a Polícia Federal, R$ 750 mil repassados à Go Up Entertainment teriam origem em emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil.

Na nota, os advogados disseram que a investigação deve ser diferenciada de acusação ou condenação e que a repercussão política não pode substituir o devido processo legal. A defesa afirmou ainda que Gama continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo seu direito constitucional de defesa.

Os advogados também declararam que a transparência interessa à Justiça, à sociedade e à própria investigada. Para a defesa, a exposição integral dos acontecimentos permitirá que os elementos do caso sejam examinados de forma objetiva e dentro da legalidade.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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