O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), vote pela abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A cobrança foi feita durante uma transmissão nas redes sociais neste domingo (6).
Flávio afirmou que a posição da ministra será acompanhada pelo país e perguntou se ela protegerá o STF, a democracia e o Brasil ou se ficará ao lado de Moraes. Também disse que ainda não há previsão para o plenário do STF analisar a abertura da investigação e o envolvimento do ministro com Daniel Vorcaro.
“Quero muito ver como vai ser a votação da ministra Cármen Lúcia nesse julgamento agora na semana que vem”, afirmou Flávio.
Críticas a Moraes e elogio a Mendonça
Na transmissão, o senador elogiou o ministro André Mendonça, responsável pelo processo relacionado às conversas de Moraes com Daniel Vorcaro, banqueiro e ex-dono do Banco Master. Para Flávio, Mendonça atua de forma imparcial e justa.
Flávio também criticou a atuação de Moraes nos processos sob responsabilidade do ministro e afirmou que ele não teria condições de permanecer no STF. As declarações foram feitas enquanto o senador comentava informações que se tornaram públicas sobre o caso.
Convocação para ato em São Paulo
Flávio convocou apoiadores para o ato previsto para a tarde de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele pediu a presença dos participantes às 15h. A equipe do candidato já preparava a mobilização, que deve usar símbolos associados a Jair Bolsonaro.
Durante a live, Flávio também mencionou os oito anos da facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 2018. Ele disse ter recebido dos advogados a informação de que Jair Bolsonaro está bem.
Adélio Bispo foi considerado inimputável por transtorno delirante persistente após exames psiquiátricos. A Justiça determinou sua internação em medida de segurança na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A Polícia Federal concluiu, em 2018 e 2020, que ele agiu sozinho. Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a permanência definitiva de Adélio na unidade. A medida pode durar até 2038.








