As eleições realizadas no domingo (4/10) no Brasil levaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno, após um resultado considerado acima das expectativas para o senador. Com 100% das urnas apuradas, Flávio obteve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula.
Avaliações internacionais apontaram que Flávio chegou à próxima etapa como favorito e com o segundo turno aparentemente sob seu controle. Também foi destacado o desempenho de candidatos da extrema-direita no Congresso e em governos estaduais.
Repercussão internacional
Análises publicadas no exterior descreveram o resultado como uma possível mudança no cenário político da América Latina. Uma eventual vitória de Flávio poderia dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, um aliado ideológico e fortalecer a posição de Washington na tentativa de conter a influência da China no hemisfério.
Também houve destaque para a reação de apoiadores de Lula. Alguns teriam conferido os números em seus celulares, enquanto outros choraram ou esconderam o rosto nas mãos. As avaliações afirmaram que o bolsonarismo continua presente no Brasil.
Flávio Bolsonaro está sob investigação por corrupção. Entre as prioridades atribuídas a ele está a concessão de indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trajetória dos candidatos
Aos 45 anos, Flávio disputa a Presidência pela primeira vez. Formado em Direito, começou a carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu quatro mandatos. Ele está no Senado desde 2019.
Lula, aos 80 anos, participa da sétima disputa presidencial e busca o quarto mandato. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, governou o país entre 2003 e 2011 e voltou ao Planalto em 2023, depois de derrotar Bolsonaro nas eleições de 2022.
O segundo turno será disputado em 25 de outubro.








