Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial brasileira à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois avançaram para a segunda rodada, marcada para o próximo dia 25. O resultado foi comentado por Elon Musk e por líderes políticos de outros países.
O presidente dos Estados Unidos publicou na rede Truth Social uma mensagem sobre a eleição brasileira, mas citou inicialmente uma suposta votação na Índia. No texto, elogiou o sistema eletrônico de votação do Brasil e voltou a afirmar que há fraude nas eleições americanas. A publicação foi editada poucas horas depois, com a substituição do nome da Índia pelo do Brasil.
Musk republicou no X uma mensagem que acusava a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) de ter prejudicado os Bolsonaro durante o governo de Joe Biden. O empresário relacionou a dianteira da direita no Brasil à ausência de interferência da agência, que passou por cortes de orçamento e pessoal desde o retorno de Trump à Casa Branca, em 2025. Musk também acusou a Usaid de interferência eleitoral e de promover mudanças de regime em diferentes países.
Manifestações de líderes estrangeiros
O deputado americano Carlos A. Gimenez comemorou a vantagem de Flávio no X e atacou Lula, a quem chamou de criminoso e comunista. O parlamentar havia sugerido recentemente que o presidente brasileiro fosse capturado pelos Estados Unidos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desejou boa sorte a Flávio e afirmou esperar a retomada da amizade entre Israel e Brasil. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, também parabenizou o candidato pelo resultado e desejou sucesso na etapa final.
Na Argentina, o presidente publicou que a liberdade avança no Brasil, parabenizou Flávio e defendeu uma aproximação entre os dois países nas áreas comercial, cultural e política.
Na Colômbia, Abelardo de la Espriella saudou a vantagem de Flávio e afirmou que a mudança seria derrotar a esquerda. O ex-presidente colombiano Petro respondeu que a redução da desigualdade dependeu de governos progressistas em poucos períodos da história latino-americana e citou experiências no Brasil, no México, na Bolívia, no Equador e no Uruguai.
A líder opositora venezuelana María Corina Machado reconheceu Flávio como vencedor do primeiro turno e disse que o resultado teria peso no futuro da região. Ela também afirmou esperar avanços na Venezuela em direção à liberdade.








