A inflação do Reino Unido subiu para 3,1% em agosto, ante 2,9% em julho, informou nesta 4ª feira (16.set.2026) o Escritório Nacional de Estatísticas. A taxa continua acima da meta de 2% definida pelo Banco da Inglaterra.
O resultado foi divulgado um dia antes da reunião do banco central, marcada para 5ª feira (17.set.2026), quando será analisada a taxa de juros. O índice de agosto é o maior desde março e também supera os 3% registrados em fevereiro.
A inflação permanece acima das projeções anteriores do Banco da Inglaterra, que apontavam para uma desaceleração até a meta de 2% ainda neste ano. Essas estimativas foram feitas antes da deflagração da guerra no Irã, período em que os preços de energia foram pressionados.
Energia e petróleo
Os custos de energia para as residências continuaram contribuindo para a alta em agosto. No início de julho, a Ofgem (Office of Gas and Electricity Markets), reguladora do setor energético britânico, elevou em 13% o teto dos preços cobrados das residências.
A decisão aumentou a pressão sobre os preços de eletricidade e gás e contribuiu para o avanço da inflação. A Ofgem também divulgou planos para elevar novamente o teto dos preços de energia a partir de outubro.
O petróleo passou a pressionar os preços com mais intensidade. Nas últimas semanas, o Brent voltou a superar US$ 100 por barril em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.








