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Política

Medidas para conter combustíveis custaram R$ 37,5 bilhões em 2026

Despesas incluem subsídios e cortes de impostos federais; gasolina subiu 3,3% e diesel, 7,3% no Brasil entre fevereiro e setembro.

Medidas para conter combustíveis custaram R$ 37,5 bilhões em 2026
Foto: Adriano Machado/Reuters

O governo federal gastou cerca de R$ 37,5 bilhões neste ano para conter a alta dos combustíveis, informou o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). As medidas combinaram subsídios diretos e isenções de impostos federais.

Cerca de R$ 25 bilhões foram destinados ao custeio de parte dos preços para produtores e importadores. Outros R$ 12,5 bilhões correspondem a cortes de tributos federais. O objetivo foi evitar o repasse integral da alta do petróleo aos consumidores, reduzir oscilações nos preços e ajudar no controle da inflação.

A compensação das isenções ocorre com receitas extraordinárias da exploração de petróleo. Pela legislação, a redução de tributos sobre a gasolina deve ser compensada pelo ganho adicional gerado pela alta do preço internacional do barril.

A Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) fiscaliza a aplicação das medidas. Empresas que aderirem ao subsídio precisam comprovar o alívio nos preços de revenda. As exportações de petróleo cru passaram a ser taxadas em 12%, com o objetivo de evitar o desabastecimento do mercado interno.

Efeito da crise internacional

O conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, restringiu a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante cerca de US$ 72 antes da guerra.

O Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome. A paralisação de refinarias no exterior aumentou os riscos de desabastecimento e motivou as ações do governo federal.

Entre fevereiro e setembro de 2026, a gasolina subiu 3,3% no Brasil, contra uma média mundial de 20,8%. O diesel avançou 7,3% no país, enquanto a média global foi de 30%.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que as medidas seguem as regras fiscais: “Não há um real sequer que não seja incluído no relatório bimestral e que não afete a meta de resultado primário”

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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