O ministro Edson Fachin abraçou Flávio Dino após o encerramento de uma parte do julgamento do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O gesto ocorreu durante o deslocamento dos ministros para a sala reservada ao café, depois de uma discussão sobre questões de ordem e a condução das apurações relacionadas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Os ministros saíram do plenário em grupos. Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes deixaram o local primeiro. André Mendonça, relator do caso, conversava com Dino e demonstrava contrariedade às manifestações de Gilmar Mendes sobre a condução do inquérito. Depois de falar com Mendonça, Dino se aproximou de Fachin e o abraçou.
Durante a sessão, os ministros reagiram às manifestações transmitidas ao vivo com movimentos de cabeça. Mendonça e Luiz Fux sinalizaram discordância durante uma questão de ordem levantada pelo decano do Supremo. No trajeto até a sala de togas, os ministros conversaram e riram. Cármen Lúcia estava entre eles. Fux e Mendonça saíram por último, em fila indiana.
O julgamento começou na manhã desta 3ª (15.set.2026) e analisa se a Polícia Federal poderá continuar as apurações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. O relatório da PF indica uma interlocução entre os dois e afirma que Vorcaro pediu uma interferência do ministro nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
O caso foi levado ao plenário por Mendonça antes da autorização para o prosseguimento das investigações. Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento foi inválido por 2 razões: diligências teriam sido determinadas contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da PF; e uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.
Moraes pediu a investigação de Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa. Fachin avocou a relatoria do procedimento. O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro.







