O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta 5ª feira (17.set.2026) que o ministro André Mendonça usou a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer política. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia.
Lula acusou Mendonça de fazer denúncias seletivas e divulgar apenas informações de interesse próprio. O presidente também criticou Flávio Bolsonaro, a quem atribuiu envolvimento nas irregularidades investigadas sobre o banco.
“O jogo está começando e o Flávio Bolsonaro sabe que não vai escapar”, disse Lula. O presidente afirmou ainda que o telefone com dados relacionados ao caso estava com Mendonça.
Lula voltou a mencionar Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao defender a retirada do sigilo dos processos. Segundo o presidente, as informações devem ser divulgadas para que a população conheça os fatos e saiba quem participou das eventuais irregularidades.
Críticas a Alexandre de Moraes
O presidente também defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nas críticas feitas pelo grupo político de Bolsonaro. Lula disse que a disputa ocorre por causa da prisão da família e da atuação de Moraes na defesa da democracia.
Ao comentar a análise de uma possível investigação sobre a relação de Moraes com Vorcaro, Lula defendeu que todos os envolvidos sejam julgados no mesmo momento. Também afirmou que Moraes deverá responder caso esteja errado.
Processos sem sigilo
Na 6ª feira (11.set), Mendonça retirou o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master. Entre eles está o inquérito sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação envolve Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como elo com Vorcaro na captação de recursos. Segundo a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República. Mendonça também incluiu, por iniciativa própria, mais 21 processos. A medida ocorreu após a PGR afirmar que a lista divulgada na 5ª feira (10.set) deixava de fora parte dos procedimentos centrais da Operação Compliance Zero.
Entre os processos liberados estão investigações sobre Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro. O caso envolvendo Castro apura uma transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master. Na 6ª feira (11.set), Edson Fachin havia dado 24 horas para o envio da íntegra dos autos da Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência do STF e aos gabinetes dos ministros.








