Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que informações relacionadas a processos judiciais não devem ser divulgadas de forma seletiva. Para o presidente, esse tipo de conduta pode prejudicar o processo eleitoral e deve ser substituído pela transparência.
Lula também declarou que eventuais responsáveis por irregularidades precisam ser responsabilizados, sem distinção entre ministros. “Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, tem que pagar”, disse. Ele acrescentou que todos devem cumprir a Constituição e a lei.
A declaração ocorreu em meio à crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, Flávio Dino e Edson Fachin. O caso inclui a divulgação de conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, além de informações sobre contratos com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes.
Fachin foi elogiado por Lula pelas medidas adotadas na 4ª feira (9.set). O presidente do STF retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, suspendeu decisões relacionadas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e marcou para 15 de setembro o julgamento do pedido de investigação contra Moraes.
Lula afirmou que Fachin deve conduzir a apuração, divulgar as informações e buscar recuperar o prestígio da Suprema Corte. O presidente também disse que Andrei Rodrigues é de sua “total confiança”.
A crise começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre Vorcaro e Moraes e pediu que Fachin levasse o caso ao plenário. No mesmo dia, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do documento.
Em 3 de setembro, Moraes pediu a investigação de Mendonça por “abuso de autoridade”. Na 6ª feira (4.set), Fachin unificou os pedidos. Na 3ª feira (8.set), Mendonça afastou cautelarmente Andrei Rodrigues, mas a Advocacia Geral da União recorreu.
Na 4ª feira (9.set), Flávio Dino reintegrou o diretor-geral da PF. Fachin suspendeu as duas decisões sobre o cargo e manteve Rodrigues na chefia da corporação. O plenário do STF analisará o pedido contra Moraes em 15 de setembro.








