A criação de uma estrutura federal específica para a segurança pública dependeria de mudanças constitucionais, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta incluiria uma força voltada a operações contra o crime organizado e poderia ser vinculada a um eventual Ministério da Segurança Pública.
Lula afirmou que a atual Força Nacional não teria capacidade suficiente para o modelo que pretende implementar. A ideia seria preparar agentes para atuar especificamente contra facções criminosas e em operações de maior complexidade, inclusive em situações que exigissem intervenção federal.
“Aprovou a emenda constitucional, no dia seguinte está criado o Ministério da Segurança Pública”, declarou o presidente. A afirmação foi feita neste domingo (27.set.2026), durante uma entrevista.
O presidente também defendeu maior integração entre União, Estados e municípios no combate ao crime organizado. Ele não informou quantos agentes participariam da nova força, qual seria o orçamento, como funcionaria a cadeia de comando ou quais seriam as regras de atuação.
Facções e terrorismo
Lula disse que não considera o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho organizações terroristas no sentido adotado pelo governo dos Estados Unidos.
Na avaliação do presidente, as duas facções praticam uma forma de “terrorismo” em comunidades ao controlar territórios e espaços públicos. Ele afirmou, porém, que esses grupos não têm como objetivo derrubar o Estado.
A proposta foi apresentada durante a discussão sobre a atuação do governo federal diante das facções criminosas. A eventual criação do ministério e da força dependeria da aprovação de uma emenda constitucional e da definição das atribuições da nova estrutura.








