Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e afirmou que a proposta deve ampliar a participação da União no combate ao crime organizado. Em reunião com apoiadores, o presidente também pediu a criação do Ministério da Segurança Pública e disse que os estados não conseguiram enfrentar sozinhos o problema dentro do modelo previsto pela Constituição de 1988.
A mudança constitucional, segundo Lula, ampliaria a atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal. Entre as medidas citadas pelo presidente está a conversão de 138 presídios regionais em unidades de segurança máxima, com a intenção de impedir a atuação de organizações criminosas no sistema prisional.
“Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui pra frente”, afirmou Lula.
Disputa sobre a escala de trabalho
O presidente também voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro e o PL sobre a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1. A discussão começou nesta semana no Senado, e a terceira rodada ocorre nesta quinta-feira (8). Mais duas estão previstas para a semana que vem, antes da expectativa de votação no dia 15.
Lula questionou a posição de Flávio Bolsonaro e criticou a proposta alternativa apresentada pelo senador. O texto defendido por Flávio prevê negociação entre patrões e trabalhadores sobre as horas trabalhadas, em vez do modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso. Lula classificou essa alternativa como um “acordo leonino”.
Flávio Bolsonaro tem criticado a proposta do governo e defendido que o debate aconteça depois das eleições. Ele chamou a medida em discussão de eleitoreira e oportunista, mas ainda não informou se votará a favor ou contra nem se orientará a bancada do PL no Senado.
Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse que a bancada ainda não definiu posição e defende uma escala flexível.








