SÃO PAULO — O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta quinta-feira (8) esperar que o MDB anuncie nos próximos dias apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Eldorado.
"A minha expectativa é que nos próximos dias a gente faça algum anúncio de apoio ao Flávio", disse Nunes. O prefeito também afirmou que o MDB tem responsabilidade na definição e citou o apoio de diretórios estaduais ao candidato.
No primeiro turno, o MDB adotou neutralidade em nível nacional, mas liberou seus diretórios. De acordo com Nunes, 15 dos 27 diretórios estaduais já haviam declarado apoio a Flávio até ontem. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi reeleito no primeiro turno com o apoio do MDB paulista.
Apoios e neutralidade
Flávio já recebeu o apoio do Republicanos e da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. As duas siglas haviam optado pela neutralidade no primeiro turno. O Novo, que lançou Romeu Zema (Novo), também passou a apoiar o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Podemos foi outro partido a declarar apoio. A decisão rompe uma sequência de neutralidade da legenda, que não havia escolhido candidato no segundo turno de 2018 nem de 2022.
O PSD, de Ronaldo Caiado, manteve-se neutro. O partido passou de 14 para cinco cadeiras no Senado nestas eleições. Renan Santos (Missão) também afirmou que não apoiará nenhum dos lados. A federação formada por PSDB e Cidadania ainda não definiu sua posição, embora esteja inclinada a Flávio. Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, não confirmou apoio.
O presidente Lula (PT) tem o apoio de PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, PDT, PCB e PSTU. Em 2022, quatro dias depois do primeiro turno, Lula já reunia 15 partidos formalmente; agora, no mesmo intervalo, são nove apoios consolidados.
Se formalizar apoio a Flávio, o MDB adotará nacionalmente uma candidatura em um segundo turno presidencial pela primeira vez desde 2014. A legenda lançou Simone Tebet à Presidência em 2022. Depois do primeiro turno, ela apoiou Lula e se tornou ministra do Planejamento e Orçamento, enquanto o partido manteve a neutralidade.








