O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, decidiu não assinar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou, porém, que considera gravíssimas as denúncias envolvendo o magistrado e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A justificativa apresentada por Marinho foi a necessidade de cautela no cenário institucional brasileiro. Na avaliação dele, eventuais falhas processuais poderiam ser usadas posteriormente para tentar anular a tramitação do pedido de impeachment.
Medidas apresentadas
Mesmo sem assinar o pedido, o senador disse ter apresentado uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), com solicitações de afastamento e prisão de Moraes.
Marinho também afirmou que pediu o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Outra solicitação foi encaminhada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para a abertura de uma investigação contra Moraes.
Em nota, o senador explicou a decisão de não aderir ao pedido de impeachment e voltou a defender a apuração das denúncias. No documento, afirmou que nenhuma autoridade está acima da lei.
Marinho disse ainda que as medidas apresentadas contra Moraes, Gonet e Rodrigues foram adotadas por meio de pedidos dirigidos à PGR, à Presidência da República e ao STF. A notícia-crime e as solicitações de afastamento foram citadas pelo senador como parte da iniciativa de responsabilização das autoridades mencionadas.









