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Política

Mendonça ordena retirada de posts sobre Nossa Senhora Aparecida

Decisão atende a pedido de Flávio Bolsonaro e determina remoção de publicações, além de medidas preventivas nas redes sociais.

Mendonça censura 2.800 publicações com menções à Nossa Senhora Aparecida
Foto: Reprodução/X

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada de milhares de publicações que relacionam Flávio Bolsonaro ou sua família à proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

O pedido inicial apresentado por Flávio Bolsonaro envolvia 1,6 mil postagens. Depois, a campanha solicitou a inclusão de outras 1,2 mil. Mendonça determinou que a remoção alcançasse todos os conteúdos com o mesmo teor, inclusive publicações que apenas mencionavam a padroeira e não citavam os Bolsonaros ou aliados.

Flávio Bolsonaro classificou o conteúdo como “sabidamente falso”. A decisão foi tomada em 60 minutos e aceitou a lista de links encaminhada pela campanha.

Medidas para as plataformas

X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube também foram obrigados a agir preventivamente contra novas publicações que reproduzam a mesma narrativa. A ordem dispensa uma nova decisão judicial para cada postagem.

A determinação ampliou uma decisão anterior no processo movido por Flávio Bolsonaro contra o humorista Antonio Tabet. O caso começou após Tabet mencionar um suposto ataque da “família miliciana” contra Nossa Senhora Aparecida.

Na interpretação da campanha, a expressão se referia à família Bolsonaro. Os advogados afirmaram ao tribunal que o conteúdo continuava se espalhando por diferentes redes sociais.

Tabet declarou que sua publicação se limitou a afirmar, acompanhada de uma imagem da padroeira, que “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. Em sua defesa, ele disse que o reconhecimento imediato da família na descrição não deveria servir de base jurídica para a censura.

O levantamento das publicações foi realizado pelo site Nossa Senhora da Censura, que analisou individualmente os textos listados na decisão. Em outra publicação, Tabet ironizou a censura, mas o conteúdo dessa manifestação não é detalhado no material analisado.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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