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Política

Nunes Marques deixa julgamento sobre investigação de Alexandre de Moraes

Ministro do STF alegou impedimento e afirmou que queria preservar a imagem do Tribunal Superior Eleitoral e a paz institucional.

Nunes Marques deixa julgamento sobre investigação de Alexandre de Moraes

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, declarou-se impedido de participar do julgamento que analisaria a investigação de Alexandre de Moraes por corrupção. A decisão foi tomada nesta semana, depois de o ministro receber mensagens de outros integrantes do STF, visitas de políticos e da divulgação de informações financeiras relacionadas a seu filho.

A ofensiva ocorreu em três frentes. Gilmar Mendes teria enviado mensagens pelo WhatsApp com tom de ameaça, nas quais exigia que Nunes Marques e Luiz Fux deixassem o processo e abrissem suas contas bancárias. O ministro também recebeu, em seu gabinete, Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

As visitas aconteceram na segunda-feira, na véspera da sessão. Alcolumbre se reuniu com Nunes Marques e, na sequência, Moraes entrou no mesmo gabinete levando um envelope que conteria sua defesa impressa. A assessoria negou pressão. Analistas políticos, porém, disseram que a sequência dos encontros justificava maior transparência e poderia indicar uma tentativa de intermediação política em favor de Moraes no STF.

Também foram divulgadas informações sobre supostos pagamentos de um banco ao filho de Nunes Marques. O episódio aumentou o desgaste em torno da imagem pública do ministro. No plenário, ele negou que o filho tivesse recebido dinheiro do Banco Master.

Justificativa e efeito no julgamento

Nunes Marques afirmou que se afastou para proteger a imagem do Tribunal Superior Eleitoral, órgão que preside atualmente. Segundo ele, era necessário evitar que contaminações políticas afetassem o equilíbrio das eleições de 2026, diante do impacto do julgamento no cenário partidário. O ministro também disse que sempre atuou com total isenção e que preferia deixar o caso para preservar a paz institucional.

A ausência alterou a composição da votação sobre a união dos processos de Moraes e André Mendonça. A discussão acabou suspensa com quatro votos a três. Se Nunes Marques tivesse participado e acompanhado Mendonça, a corrente contrária a Moraes poderia ter chegado a cinco votos. Isso não garantiria uma investigação imediata, mas reduziria a diferença entre os grupos no julgamento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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