O ministro Kassio Nunes Marques informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e ao ministro André Mendonça que não participaria da sessão sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Ele deixou o plenário antes do início do julgamento desta 3ª feira (15.set.2026).
Nunes Marques, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral, afirmou que o caso envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro pode interferir no cenário político-eleitoral. Vorcaro, fundador do Banco Master, está preso sob acusação de corrupção.
A escolha do novo presidente da República foi apontada pelo ministro como um dos pontos que poderiam ser afetados. Por ocupar a Presidência do TSE, ele avaliou que não deveria votar no processo e declarou seu impedimento.
Mensagens citadas na decisão
Durante a manifestação, Nunes Marques também mencionou mensagens extraídas pela Polícia Federal de um celular apreendido de Vorcaro. Uma delas, enviada às 10h41 de 4 de julho de 2025 pelo então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, trazia o nome de Kevin Marques, filho do ministro, e a pergunta: “Esse aqui —500 mil mês— mantém?”.
Outras mensagens, trocadas por Vorcaro com uma mulher identificada como Rayanna em fevereiro e março de 2025, fazem referência a um encontro com mulheres. Em uma delas, é dito que uma das mulheres “ficou com o kassio”.
Nunes Marques negou que o filho tenha recebido pagamentos de Vorcaro ou do Banco Master. Também afirmou que nunca julgou processo relacionado ao banco e que não trocou mensagens com o empresário.
“Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”, disse o ministro.
Ao justificar a saída do julgamento, Nunes Marques afirmou que sua prioridade é preservar o equilíbrio das eleições de 2026. Segundo ele, o TSE deve permanecer distante de preferências partidárias e o tribunal está a 19 dias do processo eleitoral mencionado em sua manifestação.








