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Política

PF aponta influência de ex-sócio do Master em créditos transferidos ao BRB

Relatório da Polícia Federal relaciona Augusto Ferreira Lima a operações de crédito entre o Banco Master e o BRB que somam cerca de R$ 12 bilhões.

PF aponta influência de ex-sócio do Master em créditos transferidos ao BRB

Relatórios da Polícia Federal apontam que Augusto Ferreira Lima continuou acompanhando operações do Banco Master com o BRB mesmo depois de deixar formalmente a sociedade e a direção da instituição. A defesa afirma que o desligamento ocorreu em 28 de maio de 2024.

A investigação cita conversas de Lima com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre documentos ligados à transferência de carteiras de crédito ao BRB, incluindo contratos da empresa Tirreno. Em uma dessas comunicações, o empresário teria enviado uma tabela com créditos cedidos ao banco estatal compatíveis com uma fraude de R$ 12,2 bilhões.

De acordo com a PF, os contratos firmados entre 26/12/2024 e 05/05/2025 somaram aproximadamente R$ 12 bilhões. O relatório também afirma que a Tirreno teria sido utilizada para ocultar a origem dos créditos.

A polícia investiga ainda a criação de documentos falsos para sustentar empréstimos transferidos ao BRB. Funcionários do Master teriam selecionado CPFs e falsificado procurações de pessoas apontadas como contratantes. Após servidores contestarem dívidas, Lima teria tratado do assunto com Vorcaro e determinado que amostras de créditos questionados não fossem encaminhadas ao BRB.

A PF descreve Lima como alguém com autoridade para influenciar decisões internas do Banco Master. O relatório também menciona possível participação do Credcesta na origem de parte dos créditos e três pagamentos à Terra Firma da Bahia, empresa ligada ao empresário, que totalizaram R$ 10,5 milhões entre julho de 2024 e maio de 2025.

Lima também é apontado como interlocutor do senador Jaques Wagner. Segundo a PF, os dois tiveram 74 ligações entre novembro de 2023 e maio de 2025, com duração total superior a cinco horas e meia. Wagner foi investigado por suposta atuação na chamada “Emenda Master”, que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

O relatório foi divulgado após a retirada do sigilo de parte da Operação Compliance Zero. A defesa de Lima nega as acusações, afirma que ele não negociou carteiras falsas com o BRB nem assinou documentos sobre as cessões e sustenta que os pagamentos à Terra Firma da Bahia decorreram de serviços prestados. Também diz que a operação policial ocorreu em 18 de novembro de 2025, um ano e seis meses após o desligamento do empresário.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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