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Política

Governo articula votação da PEC da Segurança sem mudanças no Senado

Camilo Santana abandonou emenda sobre maioridade penal após resistência no PT e orientação de Lula para manter o texto sem alterações.

Governo articula votação da PEC da Segurança sem mudanças no Senado

A bancada do PT não deu apoio suficiente à emenda que Camilo Santana pretendia apresentar à PEC da Segurança Pública. O senador desistiu da proposta, que reduziria de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos.

A decisão ocorreu enquanto o governo tenta aprovar a proposta sem mudanças de mérito. Luiz Inácio Lula da Silva orientou aliados a rejeitar alterações para impedir que o texto volte à Câmara dos Deputados e tenha a tramitação prolongada. O objetivo é concluir o processo antes do segundo turno da eleição presidencial e associar a aprovação da PEC à criação do Ministério da Segurança Pública.

Resistência no PT

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, confirmou a oposição de parte da bancada petista à iniciativa. “A bancada do PT está contra essa emenda do Camilo”, afirmou. A posição acompanha a defesa histórica do partido contra a redução da maioridade penal.

Em manifestação anterior, a bancada do PT na Câmara dos Deputados argumentou que a Constituição de 1988 assegura a inimputabilidade penal para pessoas com menos de 18 anos e que uma mudança violaria garantias fundamentais.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, também defendeu a aprovação da PEC sem emendas. Em entrevista a jornalistas no Senado, nesta quinta-feira (15), ela disse que o acordo para votar o texto sem alterações já existia antes da proposta de Camilo. “O acordo para que a PEC fosse aprovada, e será, sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana”, declarou.

Proposta de Rogério Marinho

A emenda de Rogério Marinho prevê que a maioridade penal passe de 18 para 16 anos como regra geral. O texto também estabelece responsabilização penal a partir dos 14 anos em situações específicas, incluindo crimes hediondos e outros delitos graves. A iniciativa tem apoio do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro.

O relator da PEC no Senado, Rogério Carvalho, conduz a análise do texto. Pela Constituição Federal, o artigo 228 determina que menores de 18 anos não respondem penalmente como adultos e devem seguir uma legislação própria, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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