A avaliação identifica sete escolhas do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva que teriam ampliado o desgaste do presidente e dificultado sua reeleição. Lula voltou ao Palácio do Planalto por uma margem estreita na eleição de 2022, apoiado por uma frente que reuniu adversários de Jair Bolsonaro de diferentes espectros políticos.
O texto associa a perda de apoio à distância entre as expectativas criadas e as entregas do governo. Juros elevados, endividamento das famílias e dificuldades de empresas são apresentados como sinais de desordem fiscal e fatores de desconfiança. A avaliação também critica a transferência de responsabilidade para a área econômica, a primeira-dama e a chamada “promiscuidade” do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os sete pontos
O primeiro erro apontado é a manutenção do confronto político, apesar da promessa de pacificação. Segundo a avaliação, Lula teria mantido o país em campanha e dificultado a aproximação com eleitores contrários à direita, mas também resistentes ao PT.
O segundo é a subestimação dos fracassos de Dilma e dos limites para ampliar gastos. O texto afirma que a falta de convencimento sobre o equilíbrio das contas enfraqueceu a confiança e vinculou a política fiscal a juros altos, perda de poder de compra e incerteza econômica.
A parceria de poder com o STF aparece como o terceiro ponto. A avaliação sustenta que a ausência de críticas a decisões judiciais controversas prejudicou a imagem de Lula como defensor de regras válidas para todos.
O quarto é o protagonismo de Rosângela “Janja” Lula da Silva sem limites claros de atuação. A presença política, a ostentação e intervenções controversas da primeira-dama são descritas como fontes de desgaste.
O texto também critica a política externa orientada por afinidades ideológicas com ditadores, a pouca presença do governo nas redes sociais e a confiança de que realizações e pronunciamentos oficiais gerariam apoio automaticamente.
Por fim, a avaliação afirma que Lula recorreu ao reconhecimento de seu passado sem apresentar uma perspectiva concreta de futuro. Mesmo uma eventual reeleição, segundo o texto, manteria conflitos com um Congresso hostil e uma crise econômica apontada como possível fator de agravamento político.








