ERIE — Oito pessoas foram mortas a tiros na noite de 6ª feira (9.out.2026), em Erie, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O suspeito, um homem de 45 anos, também morreu, aparentemente após provocar um ferimento em si mesmo antes da chegada dos policiais. A motivação do crime ainda não foi identificada pela polícia.
Entre as vítimas estavam uma mulher grávida e duas crianças. O chefe de Polícia de Erie, Rick Lorah, afirmou no sábado (10.out.2026) que 8 das 9 pessoas mortas eram da mesma família. A outra vítima era amiga dos familiares.
Segundo Lorah, o atirador deixou a residência e baleou duas mulheres que estavam do lado de fora. Imagens de câmeras mostraram as duas aparentemente aflitas, tentando pedir ajuda. O suspeito foi localizado morto no 2º andar da casa.
“Algumas cenas ficam em sua memória por muito tempo. Essa é uma dessas cenas trágicas”, disse Lorah.
A prefeita de Erie, Daria Devlin, homenageou os policiais que atenderam à ocorrência. Ela afirmou que eles chegaram a uma cena horrível, enfrentaram circunstâncias inimagináveis e cumpriram o dever com coragem e profissionalismo. Também disse que os agentes fazem parte da comunidade e carregarão o peso do ocorrido.
O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, do Partido Democrata, declarou no X que conversou com Devlin e ofereceu apoio após o “trágico tiroteio em massa”.
Shapiro defende medidas de controle de armas. Em 2024, pressionou a Assembleia Geral da Pensilvânia a aprovar propostas como a verificação de antecedentes de compradores e restrições às chamadas “ghost guns”, armas fabricadas artesanalmente e sem número de série. Várias dessas propostas ficaram paralisadas no Legislativo estadual.
Em 2026, os Estados Unidos registraram mais de 400 tiroteios em massa, segundo dados do Gun Violence Archive. A organização considera esse tipo de ocorrência quando 4 ou mais pessoas são baleadas, sem contar o atirador. Na Pensilvânia, os episódios anteriores registrados haviam ocorrido em julho, na Filadélfia.








