O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli negou ter qualquer relação de amizade ou intimidade com o empresário Daniel Vorcaro. Em nota divulgada pelo gabinete na tarde desta sexta-feira (11), ele afirmou que participou de um jantar com degustação de uísque em Londres, em homenagem ao ministro Alexandre de Moraes, a convite do próprio colega de Corte.
O evento ocorreu em abril de 2024 e reuniu também o Procurador-Geral Paulo Gonet, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo as informações incluídas no caso, houve degustação de uísque e charutos, com custo de US$ 641 mil (pouco mais de R$ 3 milhões no câmbio da época).
Também foi informado que as autoridades teriam recebido broches que permitiriam acesso a encontros íntimos com “modelos”.
Respostas do ministro
A manifestação tratou de questionamentos sobre um relatório da Polícia Federal que mencionaria o recebimento de um fundo milionário com depósitos de Vorcaro em um paraíso fiscal. Toffoli declarou que jamais realizou operações, direta ou indiretamente, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Sobre a advogada Roberta Rangel, disse que sempre se declarou impedido de participar de julgamentos em que ela tenha atuado e que comunicou esse impedimento ao distribuidor do STF.
O ministro também rejeitou a versão de que teria alterado seu voto em uma causa do setor sucroalcooleiro. De acordo com a nota, o processo ARE 1.327.995, envolvendo a União e empresas do setor, teve relatoria de Edson Fachin. O voto de Toffoli acompanhou o relator no plenário virtual e foi repetido no mesmo sentido quando o caso foi levado à sessão presencial.
“Não houve, portanto, qualquer mudança de posicionamento”, afirmou o gabinete. A nota reiterou que a participação no evento de Londres ocorreu a convite de Moraes.








