RIO DE JANEIRO — O Tribunal Superior Eleitoral abriu uma ação contra Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin por possíveis irregularidades no Carnaval de 2026. O processo foi aceito na 6ª feira (18.set.2026) pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, após iniciativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A campanha de Flávio afirma que o desfile da Acadêmicos de Niterói serviu como propaganda eleitoral antecipada em favor de Lula, candidato à reeleição. A acusação apresentada ao TSE reúne três elementos: financiamento público, uso da estrutura governamental e exposição na televisão.
Recursos e participação do governo
O documento aponta que pelo menos R$ 9,65 milhões em recursos públicos foram destinados à escola de samba pelo governo do Estado, pela Prefeitura de Niterói e pela Embratur. Também cita R$ 2,5 milhões obtidos de empresários, com articulação da primeira-dama Janja Lula da Silva.
A ação menciona reuniões entre dirigentes da agremiação e integrantes do governo no Planalto e na Alvorada ao longo de 2025. Também cita um voo da FAB, a Força Aérea Brasileira, usado por Janja para visitar o barracão, além da participação de Lula e da primeira-dama na escolha de integrantes do desfile, entre eles o humorista Paulo Vieira.
Para a campanha de Flávio, a homenagem teria assumido características de comício. Entre os elementos citados estão a execução do jingle “olê, olê, olá”, referências ao número 13 e uma ala com a estrela do PT.
O pedido inclui a obtenção de documentos de prefeituras do Rio e de Niterói, do governo estadual, da Embratur, da Presidência, da Liesa e da TV Globo. A ação também solicita depoimentos de envolvidos, a cassação do registro e a inelegibilidade da chapa formada por Lula e Alckmin.








