São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Saúde

Lactoferrina ancestral é testada contra bactérias resistentes em laboratório

Proteínas reconstruídas de ancestrais da lactoferrina danificaram membranas bacterianas, mas as moléculas perderam estabilidade no organismo.

Lactoferrina ancestral é testada contra bactérias resistentes em laboratório
Foto: Gettyimages/vdvornyk

Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, reconstruíram versões ancestrais da lactoferrina e observaram que algumas delas danificam membranas de bactérias resistentes. O estudo foi publicado na revista PLOS Biology no final de agosto e pode orientar estratégias para tratamentos futuros contra superbactérias.

A equipe analisou sequências genômicas da proteína em espécies vivas, como humanos e vacas. Com métodos estatísticos, os cientistas estimaram quais sequências genéticas poderiam ter sido carregadas por ancestrais comuns. O processo permitiu recuperar versões que remontam a até 160 milhões de anos.

Depois, os genes previstos foram sintetizados e inseridos em células para a produção das proteínas reconstruídas. Os testes incluíram Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Streptococcus, patógenos frequentemente associados a doenças em humanos.

Resposta das bactérias

Nas primeiras avaliações, os peptídeos antimicrobianos da lactoferrina rompiam as membranas bacterianas. As bactérias, porém, conseguiam reparar os danos e sobreviver. Versões mais recentes, também originadas de milhões de anos atrás, apresentaram desempenho progressivamente melhor contra os microrganismos.

Os pesquisadores associaram a maior potência a uma mutação na cadeia de aminoácidos. A lactoferrina é uma proteína do sistema imunológico encontrada nos fluidos corporais, exceto no sangue, e está presente em mamíferos atuais e em ancestrais extintos. Ela ajuda a proteger o organismo contra patógenos que dependem de ferro e contém um peptídeo capaz de danificar membranas bacterianas.

“Os peptídeos antimicrobianos são uma parte fundamental da primeira linha de defesa do organismo”, afirmou Titas Sil, autor principal do artigo. Segundo ele, essas moléculas podem atingir vários patógenos e têm sido investigadas para possível uso terapêutico.

A proposta não é transformar diretamente os peptídeos ancestrais em medicamentos. De acordo com os cientistas, essas moléculas são estruturalmente menos estáveis e se degradam rapidamente no organismo. A expectativa é que elas inspirem estratégias para o desenvolvimento de tratamentos futuros.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5