A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), que vitimou o influenciador Lito Sousa, 59 anos, nesta quinta (1º/10), não tem tratamento capaz de interromper ou desacelerar sua evolução. O atendimento disponível é voltado apenas ao controle dos sintomas.
A condição compromete a memória, os movimentos e a coordenação motora. Como esses sinais também podem aparecer em outras demências, muitos casos são identificados tardiamente. Após o início dos sintomas, pacientes diagnosticados vivem, em média, entre seis meses e um ano. Cerca de 90% dos pacientes morre no primeiro ano após o diagnóstico.
Origem e transmissão
A DCJ está relacionada aos príons, agentes infecciosos formados por proteínas, menores que vírus e muito resistentes. Cerca de 85% dos casos confirmados se desenvolvem de forma esporádica, sem causa ou fonte infecciosa conhecida.
Também existem formas hereditárias, associadas a mutações no gene PRNP, e casos relacionados à exposição acidental à proteína priônica anormal durante procedimentos médicos. A doença não é transmitida pelo convívio cotidiano.
Lito fazia parte de um estudo clínico inicial que nunca tinha sido testado em humanos.







