O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa anunciou que foi autorizado a receber uma medicação em desenvolvimento contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O tratamento será realizado no Brasil, em ambiente hospitalar, por meio de uso compassivo — quando um paciente recebe uma terapia ainda em pesquisa para uma doença grave sem opções eficazes disponíveis.
O anúncio foi feito em vídeo publicado nesta sexta-feira, 5, no canal Aviões e Músicas, no YouTube. Lito foi diagnosticado com a doença rara e sem cura.
Medicação em desenvolvimento
Mila, empresária de Lito, disse que o nome do remédio e da farmacêutica responsável ainda não podem ser divulgados. Segundo ela, a medicação apresentou bons resultados na interrupção do avanço da doença, mas ainda não foi testada em humanos.
“O Lito vai ser o primeiro humano a testar”, afirmou Mila. Ela explicou que a terapia faz parte de um estudo considerado maduro em testes com animais e que Lito não será incluído formalmente na pesquisa porque não há vagas disponíveis.
A empresária também afirmou que Lito não passou à frente de outros pacientes. De acordo com Mila, a evolução rápida da doença normalmente impede que os pacientes atinjam a pontuação necessária para entrar no estudo. Ela disse ainda que Lito preencheria os requisitos, mas sua inclusão poderia atrapalhar os dados da pesquisa.
Após conversar com o piloto Mauro Jucewicz sobre aviação, Lito falou sobre seu estado de saúde. Ele disse que continua com inflamação no cérebro, mas que sua cognição não foi afetada e que mantém as lembranças do passado.
“Serão boas notícias”, afirmou Lito ao comentar o tratamento. Ele também declarou que, no dia do diagnóstico, tinha 0% de chance de escapar da doença e que agora considera ter 0,1% de chance. O influenciador disse que explicará os detalhes quando receber o remédio.
Doença de Creutzfeldt-Jakob
A DCJ integra o grupo das doenças priônicas, condições neurodegenerativas raras causadas por partículas infecciosas proteicas chamadas príons. Essas partículas surgem quando proteínas do corpo mudam de formato e se acumulam no cérebro.
O Ministério da Saúde informa que os sintomas podem variar e ser confundidos com demências e outros transtornos neurológicos progressivos. Entre os sinais estão perda de memória, falta de coordenação motora, alterações de comportamento, distúrbios visuais, espasmos musculares e dificuldade na fala.
A doença provoca piora rápida e progressiva após o início dos sintomas. Também podem ocorrer insônia, depressão, ataques epiléticos e paralisia facial.








