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Saúde

Príons se acumulam no cérebro e destroem conexões dos neurônios

Proteínas alteradas estão associadas à doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnosticada em Lito Sousa, que iniciou uma terapia experimental.

Príons se acumulam no cérebro e destroem conexões dos neurônios
Foto: GI/Getty Images

Identificados em 1982 pelo cientista americano Stanley Prusiner, os príons são proteínas anômalas que podem alterar outras proteínas do sistema nervoso. O processo provoca o acúmulo dessas partículas no cérebro e está associado à doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada no criador de conteúdo Lito Sousa.

Em 1997, Prusiner recebeu sozinho o Prêmio Nobel de Medicina. A Academia Sueca reconheceu a descoberta como um “novo princípio biológico para infecções”.

Como ocorre a degeneração

A mudança estrutural de uma proteína pode desencadear um efeito dominó, modificando a forma de outras proteínas. A ciência ainda investiga por que isso acontece, mas considera razões genéticas entre as possibilidades.

Com a multiplicação e o acúmulo dos príons, o sistema de defesa provoca uma reação inflamatória no cérebro. O processo cria pequenos vazios na massa cerebral, que passa a apresentar um aspecto de esponja. A destruição acelerada dos neurônios e de suas conexões compromete os movimentos e a cognição e pode evoluir para demência.

A DCJ é rara e atinge um a dois casos a cada milhão de pessoas. A doença ainda não tem cura, embora farmacêuticas testem terapias antipriônicas.

Tratamento experimental

Lito Sousa recebeu autorização para usar uma dessas drogas por meio de um acordo para uso compassivo. O medicamento ainda não demonstrou benefícios e os estudos não foram concluídos. O influenciador já iniciou o tratamento.

A esposa dele, Mila Seidl, atualiza o caso nas redes sociais. Na última publicação, ela afirmou que ainda não é possível determinar os efeitos da droga: “Enquanto o remédio leva semanas para atingir o ápice do efeito, a doença avança, então a gente tem dois timings completamente diferentes acontecendo”.

Os príons ganharam notoriedade na década de 1990, quando pessoas no Reino Unido desenvolveram uma versão da DCJ após consumir carne bovina contaminada. O episódio ficou conhecido como “doença da vaca louca”. O tipo infeccioso ligado à ingestão de carne foi registrado, desde o surto, em pouco mais de 200 pessoas pelo mundo.

A forma autodesenvolvida da doença é mais prevalente e continua sem tratamento capaz de interromper sua evolução. As terapias em pesquisa são uma das possibilidades para pacientes como Lito Sousa.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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