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Saúde

Dormir em quartos separados pode preservar o sono e a intimidade do casal

A distância entre as camas não define a vida sexual, mas exige que o casal mantenha momentos de proximidade e afeto.

Dormir em quartos separados pode preservar o sono e a intimidade do casal

Dormir em camas ou quartos diferentes não determina, sozinho, se o desejo e a vida sexual de um casal vão melhorar ou piorar. A escolha pode ajudar a descansar, mas exige que a intimidade seja mantida de forma intencional.

A prática, conhecida como “divórcio do sono”, costuma ser adotada quando um dos parceiros ronca, quando os horários são incompatíveis, há muitos movimentos durante a noite ou existem preferências diferentes de temperatura. Um estudo da Universidade de Michigan, publicado no Journal of Sexual Medicine, acompanhou 171 mulheres por 14 dias. Os dados indicaram que dormir mais esteve associado a maior vontade sexual: a cada hora adicional de sono, a chance de atividade sexual no dia seguinte cresceu 14%.

Outro estudo, publicado em 2020 na revista Frontiers in Psychiatry, observou 12 casais jovens e saudáveis durante quatro noites em laboratório. Quando dividiam a cama, os participantes tiveram mais sono REM, menos interrupções e ciclos de sono mais sincronizados. Os próprios pesquisadores, porém, reconheceram que a amostra era pequena.

Para a psicóloga Kênia Ramos, do hospital Mantevida, dormir separado não significa necessariamente que exista uma crise. “Uma relação saudável não é definida pela quantidade de horas que o casal passa na mesma cama, mas pela qualidade do vínculo que é construído entre os dois”, afirma.

A psicóloga e sexóloga Danielle Azevedo também avalia que a mudança pode favorecer o desejo quando melhora o descanso. Com mais disposição, o casal pode estar mais disponível para o outro. O problema, segundo as especialistas, é perder os encontros espontâneos e deixar de compensá-los em outros momentos.

Como preservar a proximidade

Conversar antes de dormir, tomar café juntos, assistir a algo, sair para um encontro, trocar carinho, abraçar e beijar são formas de manter a conexão durante o dia. A sexualidade também precisa ser preservada de maneira consciente, para que o sexo não desapareça apenas porque a cama deixou de ser o principal espaço de encontro.

A separação pode se tornar um sinal de problema quando passa a ser usada para evitar o parceiro ou como punição. Também é importante conversar sobre a mudança, já que uma pessoa pode entendê-la como uma solução prática, enquanto a outra pode interpretá-la como rejeição.

Kênia recomenda abordar o assunto a partir do impacto sobre o descanso e da busca conjunta por uma alternativa. Para ela, o vínculo pesa mais do que a distância entre as camas: é possível dormir em quartos diferentes e continuar conectado, assim como dividir a cama e manter distância emocional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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