São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Saúde

Magnésio em cápsulas não tem indicação rotineira para quem não tem deficiência

Estudos não comprovam benefícios do suplemento para sono e estresse; alimentação variada é a principal fonte do mineral.

Magnésio em cápsulas não tem indicação rotineira para quem não tem deficiência
Foto: Yiu Yu Hoi/d3sign/Getty Images

O uso de magnésio em cápsulas não é indicado de forma rotineira para pessoas sem deficiência identificada. Embora o mineral participe de centenas de reações químicas no organismo, as evidências ainda são insuficientes para sustentar promessas de melhora do sono, redução do estresse ou aumento da disposição mental.

A procura pelo suplemento cresceu 50% no Brasil no último ano. Dependendo do tipo de magnésio ou do benefício pesquisado, a alta variou de 90% a 2 850%. Nas prateleiras, o mineral aparece ligado a substâncias como L-treonato, glicinato, dimalato, cloreto, óxido e taurato.

O que os estudos mostram

O magnésio participa da produção de energia, do funcionamento dos músculos e do controle da glicemia e da pressão arterial. O corpo mantém uma reserva natural do nutriente, concentrada principalmente nos ossos. Para adultos, a ingestão diária estimada fica entre 310 a 420 miligramas, quantidade que pode ser obtida com uma alimentação diversificada e baseada em alimentos naturais.

A nutricionista Lara Natacci, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, afirma que a suplementação indiscriminada não garante melhora nesses parâmetros. Segundo ela, há pouca comprovação, principalmente em estudos com humanos, para as promessas associadas a versões como L-treonato e taurato.

O sono é um dos principais focos da publicidade. A hipótese é que o magnésio ajude no relaxamento muscular, na regulação do sistema nervoso e no controle do estresse. A médica Luciana Palombini, pesquisadora do Instituto do Sono, em São Paulo, diz que o mineral aumenta a liberação de neurotransmissores com função sedativa, que favorecem o início do sono.

Ainda assim, a pesquisadora afirma que os trabalhos sobre glicinato e treonato não são robustos o suficiente para justificar uma recomendação de rotina. Ao menos 30% da população mundial tem alguma dificuldade para dormir, problema associado durante o dia a cansaço, falta de concentração, irritabilidade e baixa produtividade.

Quando o suplemento pode ser usado

O magnésio pode causar cólica e diarreia e, em alguns grupos, piorar a função renal. Seu uso faz sentido quando exames apontam deficiência, evento considerado raro pelas pesquisas. Nessas situações, pode ser prescrito para pessoas com diabetes, doenças intestinais ou enxaqueca, sempre sob orientação médica.

Folhas verde-escuras, feijão e outras leguminosas, castanhas e sementes estão entre as fontes alimentares do mineral. Um cardápio equilibrado é suficiente para fornecer magnésio na maioria dos casos, sem a necessidade de recorrer a cápsulas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5