ESTADOS UNIDOS — O consumo de frutas inteiras foi associado a uma menor frequência de pressão alta, colesterol elevado, doença arterial coronariana e infarto em um estudo com mais de 371 mil adultos. A mesma relação não apareceu de forma consistente entre os participantes que consumiam suco de fruta.
A pesquisa analisou hábitos alimentares e condições de saúde. Em média, os participantes comiam fruta inteira pouco mais de uma vez por dia. O suco era consumido com menor frequência, cerca de uma vez a cada três dias.
Depois que os pesquisadores levaram em conta fatores como idade, renda, escolaridade e tabagismo, a associação entre a ingestão de frutas inteiras e melhores indicadores cardiovasculares permaneceu. Os dados, porém, mostram uma relação, e não comprovam que comer fruta inteira seja a causa direta dos resultados observados.
Diferenças no consumo
Quando a análise considerou suco feito 100% de fruta, as associações com as condições cardiovasculares foram pontuais e sem regularidade. Para os autores, isso indica que a forma de consumo pode influenciar seus efeitos sobre a saúde do coração.
Uma possível explicação está nas fibras. Na fruta sem processamento, esses componentes são preservados e podem ajudar a desacelerar a absorção de açúcar pelo organismo. No suco, boa parte das fibras é perdida.
Os compostos vegetais, como os polifenóis, também podem variar entre a fruta inteira e a bebida. O estudo não mediu diretamente esses elementos, e as hipóteses ainda precisam ser confirmadas.
Limites e orientação
Publicada em setembro na revista Current Developments in Nutrition, a pesquisa reforça recomendações recentes que priorizam a fruta inteira. Os autores afirmam que são necessários estudos que acompanhem os participantes ao longo do tempo para avaliar melhor a relação entre o consumo de frutas e o desenvolvimento de doenças.
Enquanto isso, as diretrizes alimentares recentes recomendam dar preferência à fruta inteira no dia a dia.








