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Saúde

Irene Vallejo defende a leitura como exercício para a mente

Em manifesto, escritora espanhola destaca efeitos da leitura sobre memória, concentração, criatividade e saúde mental.

Irene Vallejo defende a leitura como exercício para a mente
Foto: James Rajotte/Reprodução

A escritora espanhola Irene Vallejo lançou Manifesto pela Leitura, publicado pela editora Dublinense, para defender os efeitos dos livros sobre a memória, a concentração e a saúde mental. Para ela, ler preserva ideias e experiências ao longo do tempo e mantém uma forma particular de ativar o cérebro.

Vallejo afirma que os livros funcionam como escudos contra o esquecimento. Neles, ficam registradas memórias, ideias, rebeldias e criações que atravessam gerações. A autora também relaciona a leitura à democratização do conhecimento e considera os livros uma herança construída ao longo de milênios.

Efeitos sobre a saúde mental

Um estudo realizado em 2009 por pesquisadores da Universidade de Sussex, na Inglaterra, apontou que ler por seis minutos antes de dormir reduz o estresse em até 68%. No manifesto, Vallejo afirma que a atividade também estimula a criatividade e a imaginação e alcança áreas do cérebro associadas à redução da resposta de emergência ligada à ansiedade.

A escritora diz ainda que neurologistas recomendam a leitura na reabilitação do comprometimento cognitivo e como estratégia preventiva contra o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Ela defende que os livros sejam incluídos na educação desde a primeira infância e permaneçam presentes ao longo da vida.

Vallejo também cita o uso terapêutico da leitura. A antropóloga Michèle Petit estudou iniciativas em prisões, bairros problemáticos e programas de reabilitação para crianças-soldados e adolescentes que viveram nas ruas. Segundo a escritora, essas experiências ajudaram pessoas e comunidades afetadas por violência, crises econômicas, êxodos populacionais e desastres naturais a reconstruir sua relação com o mundo.

Para quem quer começar ou retomar o hábito, Vallejo recomenda ler por curiosidade e prazer, sem transformar a atividade em competição. Ela sugere clubes do livro, a releitura de obras marcantes, a troca de indicações com amigos e familiares e a leitura em voz alta para crianças.

A escritora conta que lê nos momentos livres, inclusive enquanto o filho dorme, no ônibus e em filas. Entre os livros que levaria para uma ilha deserta, menciona uma enciclopédia, as obras completas de Clarice Lispector, os contos de Julio Ramón Ribeyro e Pedro Páramo, de Juan Rulfo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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