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Saúde

Irene Vallejo aponta livros como exercício para o cérebro e a autonomia

A escritora espanhola relaciona a leitura à concentração, à criatividade e à prevenção da doença de Alzheimer.

Irene Vallejo aponta livros como exercício para o cérebro e a autonomia
Foto: Hidetoshi Tanaka/The Yomiuri Shimbun/AFP

A leitura pode ajudar a reduzir o estresse, estimular a criatividade e preservar habilidades mentais, segundo a escritora espanhola Irene Vallejo. Ela defende que os livros sejam incorporados à educação desde a primeira infância e permaneçam presentes ao longo da vida.

Em Manifesto pela Leitura, publicado pela Editora Dublinense, Vallejo afirma que ler funciona como uma forma de cuidado. A escritora cita um estudo segundo o qual dedicar seis minutos à leitura antes de dormir reduz o estresse em até 68%, com resultado mais eficaz do que o obtido pela maioria das outras atividades.

Vallejo também associa o hábito à imaginação e ao funcionamento do cérebro. Para ela, a leitura estimula áreas relacionadas ao controle da ansiedade e está entre os exercícios mais úteis para manter as habilidades mentais em forma. A escritora diz ainda que esse hábito pode funcionar como estratégia preventiva contra a doença de Alzheimer.

Memória e pensamento independente

Na avaliação de Vallejo, os livros protegem a memória e preservam palavras e conhecimentos que poderiam ser apagados pelo esquecimento. Eles também permitem que o leitor assimile conteúdos no próprio ritmo, sem se limitar ao que é apresentado como propaganda.

A escritora identifica a censura, o elitismo e a indiferença como adversários antigos dos livros. Em uma época marcada pela velocidade e por estímulos constantes, ela vê a leitura como uma maneira de recuperar a concentração, a reflexão e o pensamento independente.

Vallejo considera os livros uma ferramenta acessível para o desenvolvimento da inteligência em qualquer idade. “A leitura é a ebulição de nossos neurônios”, afirma.

Para quem deseja começar ou voltar a ler, a recomendação é escolher as obras com curiosidade, liberdade e disposição para apreciá-las. Ela diz que não é necessário transformar o hábito em competição pela quantidade de livros. Entre as possibilidades estão participar de um clube do livro, reler uma obra marcante ou ler em voz alta para crianças. Para a escritora, o objetivo é usar a leitura para criar conexão com outras pessoas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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