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Saúde

Kassandra Bacon engravida após recuperar função ovariana com tecido preservado

Material retirado antes do tratamento contra o câncer ficou armazenado por 23 anos e foi transplantado em maio de 2024.

Kassandra Bacon engravida após recuperar função ovariana com tecido preservado

A recuperação da atividade dos ovários permitiu que Kassandra Bacon engravidasse após um transplante de tecido ovariano preservado antes do tratamento contra o câncer. Aos 44 anos, ela se tornou mãe de Landon David Bacon, que nasceu em nove de setembro de 2026.

Kassandra recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin em 2001, quando tinha 18 anos e estava perto de completar 19. Antes de iniciar o tratamento, insistiu para que os médicos tentassem conservar sua possibilidade de ter filhos.

O material preservado

Pequenas amostras de tecido ovariano foram retiradas no Hospital Addenbrooke’s, em Cambridge, no Reino Unido. O material continha óvulos imaturos e foi congelado para eventual uso posterior. Na época, o procedimento ainda era experimental e não havia garantia de que resultaria em uma gravidez.

O câncer voltou menos de dois anos após o diagnóstico inicial, segundo o relato da ginecologista Sara Matthews em uma campanha de arrecadação no GoFundMe. Kassandra passou por quimioterapia em altas doses e por um transplante de medula óssea. Embora o tratamento tenha controlado a doença, a função dos ovários foi comprometida.

A busca pelo transplante

Já na faixa dos 30 anos, quando decidiu formar uma família com o companheiro, Kassandra descobriu que havia entrado precocemente na menopausa. O tecido armazenado se tornou sua alternativa para tentar ter um filho biológico.

Ela procurou especialistas no Reino Unido e na Bélgica, mas enfrentou dificuldades relacionadas à documentação das amostras, congeladas antes da adoção de regras britânicas sobre armazenamento de tecidos. A cirurgia acabou sendo realizada por um médico em Israel, para onde o material foi levado. Kassandra viajou ao país em maio de 2024 e recebeu o transplante.

Meses depois, voltou a menstruar, indicando a retomada da atividade ovariana. Para conseguir a gestação, passou por três ciclos de fertilização in vitro. O teste positivo veio após a transferência do segundo embrião, no Natal de 2025, conforme Matthews.

A gravidez transcorreu sem complicações, e mãe e bebê estão bem. A campanha de arrecadação ajudou a cobrir despesas com o transporte do tecido, a cirurgia, as viagens, os medicamentos e o tratamento de reprodução assistida.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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